Veja também - Premio CREA 2004 - Chapadão do Céu vence na categoria Urbanismo

 

 

Premio CREA-GOIAS

DE MEIO AMBIENTE 2006

Categoria Saneamento

Chapadão do Céu  -  GO

 

Relatório Fundamentado da Ação: Reciclagem do Lixo Urbano

 

1.  Objetivos.

 

    O programa de Reciclagem e Compostagem do Lixo Urbano de Chapadão do Céu é composto pelo processo de conscientização e participação da comunidade, pelo serviço público da coleta do lixo urbano e pela usina de reciclagem e compostagem do lixo que efetivamente separa, classifica e ordena o lixo para que possa ser reutilizado em outros produtos gerando assim valor agregado ao que antes era perdido. Ao mesmo tempo o impacto ambiental é minimizado com uma redução substancial dos dejetos não aproveitáveis.

 

2. Justificativas.

 

   Visando diminuir a utilização de aterros sanitários em que grande quantidade de materiais era depositada no solo para serem degradados, sem aproveitamento nenhum, gerando desperdício e ainda contaminando o solo e oferecendo risco de contaminação do lençol freático que abastece a cidade, a Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo objetivou transformar rapidamente a destinação do lixo urbano de uma situação de prejuízo e dano ambiental para uma situação de geração de renda e diminuição significativa dos riscos de contaminação.

    Com uma produção diária aproximada de 3.240 kg de lixo (em 2005)  sendo: 63% de lixo seco; 30% de lixo orgânico; e 7% não reciclável (vai para as trincheiras),  a cidade jogaria na natureza aproximadamente 1.200.000 kg de lixo por ano. Com o crescimento no decorrer dos anos esta quantidade aumentaria o impacto proporcionalmente ao aumento da população.

     Encontrar uma alternativa para a questão do lixo enquanto o município é pequeno pode significar a construção de um alicerce estrutural a garantir qualidade de vida, mesmo com o crescimento da cidade, uma vez que a cultura da reciclagem passa a incorporar-se na população e em seus futuros administradores.

     A coleta seletiva de lixo, simplificada com a separação apenas dos sólidos e orgânicos,  é um processo educacional e social que se baseia no recolhimento de materiais potencialmente recicláveis (papéis, plásticos, vidros, metais) separados na origem dos materiais orgânicos. Os materiais sólidos, após seu beneficiamento - enfardamento e acúmulo para comercialização, são vendidos às empresas recicladoras, que os transformam em novos materiais. O material orgânico passa por um processo de compostagem em que se transforma em adubo utilizável em hortas, jardins e plantações. A reciclagem é parte do processo de reaproveitamento do lixo, protegendo o meio ambiente e a saúde da população. Para que haja uma otimização da reciclagem é realizado um trabalho com a comunidade conscientizando-a da importância da Coleta Seletiva de Lixo.

     O Programa de Reciclagem e Compostagem de Lixo não visa ser uma atividade lucrativa do ponto de vista de retorno financeiro imediato. No entanto, é fundamental considerar os ganhos ambientais e sociais, que são bastante expressivos. A longo prazo ganhos financeiros com o incremento de atividades como a turística e a economia em recuperação de áreas degradadas e na saúde da população não podem ser dimensionados, apenas imaginados.

 

3.      Público alvo

 

     O público-alvo do Programa de Reciclagem e Compostagem de Lixo é toda a população da cidade, que é beneficiada com maior índice de limpeza e é chamada a participar colaborando com o processo de coleta seletiva.

         De acordo com estimativa do IBGE para Julho de 2003, quando o programa se iniciou, Chapadão do Céu contava com 4.428 habitantes, de acordo com os dados do SUS, são 5.100 habitantes em 2006, que foram, todos,  beneficiados com melhoria na qualidade de vida ao terem o risco de contaminação de solo, água e ar reduzidos drasticamente.

     Como meta secundária espera-se envolver cerca de 200 crianças nas escolas municipais, 20 artesãos e empresas locais na utilização direta de material reaproveitando-o no próprio município.

 

4.      Resultados Alcançados e Esperados.

 

Em 3 anos de funcionamento com população média de 4.750 habitantes é razoável concluir que cerca de 3.000.000 (três milhões) de  kg de lixo deixaram de ser simplesmente jogados na natureza, em valas para serem degradados e tiveram destino para o reaproveitamento dos respectivos materiais.

Desde o início da Usina de Reciclagem em junho de 2003 até agosto de 2006 a Prefeitura Municipal havia arrecadado R$ 91.228,98 com a venda de material proveniente do lixo, destinado a reciclagem. Em 2005 foram R$ 22.049,78 durante todo o ano e em 2006 até agosto R$ 10.462,34.

O material orgânico é mais aproveitado nas hortas que produzem hortaliças para as escolas e creches, nos jardins e praças, doado a participantes do Concurso de Jardins e vendido a particulares interessados, como floriculturas e chácaras. As hortaliças excedentes (depois de atendidas escolas e creches) produzidas nas hortas da Usina são comercializadas na cidade, sendo o resultado financeiro destinado à complementação de renda dos trabalhadores.

Além do material vendido ainda é repassada parte do material, gratuitamente, às escolas, à Casa do Artesão e a empresários locais, para a confecção de artesanatos e reaproveitamento de produtos.

     Quanto ao efetivo envolvimento de cada habitante no processo da coleta, estima-se, pela quantidade de lixo que já é separado na origem, que aproximadamente 80% da população esteja realizando a coleta seletiva regularmente. Com as campanhas nas escolas, através dos meios de comunicação, através de faixas nos principais pontos da cidade e a adoção de “lixeiras duplas” (um recipiente para o lixo seco e outro para o lixo orgânico) na frente de cada imóvel a Prefeitura espera atingir e envolver 100% da população, criando o hábito de separar o lixo em cada habitante.

    Ao tornar a cidade ambientalmente mais saudável e ecologicamente correta, a ação municipal aumenta o atrativo do município para o turismo, que a médio e longo prazo deverá gerar mais renda e mais empregos.

    Espera-se a médio prazo a manufatura de produtos finais originários do lixo na própria Usina e em iniciativas particulares na cidade. Incluem-se aí a confecção de “madeirits” para construção, postes de cerca e tubulação de esgoto para construção civil, dentre outros.

    A meta é encontrar meios de auto-sustentabilidade financeira para todo o projeto, fazendo que o empreendimento além do lucro social e ambiental torne-se também economicamente superavitário para o município.

 

5.      Cronograma – Realizado e a Realizar

 

28/03/1996

Autorizada a assinatura de convênio com a Universidade Federal de Viçosa para elaboração de projeto e pesquisas para implantação de Usina de Reciclagem e Compostagem de Baixo custo. (Lei 121/96)

 

26/11/2001

Criação da campanha motivacional e educativa Lixo no lixo.

 

10/12/2001

Aprovado Plano Plurianual prevendo construção da usina de Reciclagem em 2002 (pg. 24 – 1136)

 

03/06/2002

Implantação do Concurso de Jardins incentivando o uso de composto orgânico (Lei 365/02)

 

05/09/2002

Homologada licitação para construção da obra Usina de Reciclagem de Lixo.

 

15/04/2003

Adquiridos equipamentos para usina de Reciclagem

 

26/06/2003

Início do funcionamento experimental da Usina de Reciclagem (Decreto 454)

 

30/09/2003

Aprovada a continuidade de administração da Usina de Reciclagem pelo município devido à sua viabilidade econômica e operacional. (Decreto 469)

 

15/11/2003

Atingida 60% da meta de participação da comunidade na separação do lixo

 

30/11/2003

Venda do primeiro lote de materiais recicláveis.

 

10/12/2003

Construção de ampliação da estrutura física

 

5/1/2004

Início do recebimento do lixo seco produzido nas fazendas e chácaras do município

 

5/1/2004

Recebimento de óleo queimado e óleo de cozinha.

 

5/1/2004

Abertura da URL para visitação pública (população em geral), como incentivo à separação e reciclagem do lixo, e preservação do meio ambiente

 

mar/04

Construção do viveiro de mudas (prédio e estufas) e produção de 17.000 mudas de árvores nativas no ano de 2005 e 40.000 mudas de acácia durante o ano de 2006 (convênio com o SEBRAE)

 

mar/04

Cercamento da área da URL com mourões de concreto, arame farpado e árvores. Construção do canil para acolher animais abandonados.

 

ago/04

Aquisição de caminhão para coleta do lixo urbano (Lei 489 autoriza)

 

ago/04

Aquisição de veículo (kombi) para transporte de pessoal e assistência geral (Lei 489 autoriza)

 

set/05

Recebimento e queima de ossos proveniente  do abate de animais, gerando um resíduo rico em cálcio

 

set/05

Comercialização de todo o estoque de resíduo produzido, proveniente da compostagem de matéria orgânica

 

21/8/2006

Ampliação da estrutura física: galpão de estocagem, 02 trincheiras para RSU,01 trincheira para RSSS, 01 lagoa anaeróbia e 01 guarita com banheiro (Lei 583 autoriza)

 

Constante

Treinamento e qualificação de funcionários da URL

 

Constante

Estudo permanente de melhorias nos processos de reciclagem

 

Futuro

Industrialização do lixo reciclado: fôrmas (madeirite) para estruturas de concreto armado, postes para cerca, telhas, etc.

 

Futuro

Cobertura e reforma do pátio de compostagem

 

Futuro

Construção de muro de arrimo e pátio para carga e descarga

 

Futuro

Aquisições futuras: empilhadeira/carregadeira e balança para veículos

 

 

6. Recursos Financeiro, Humanos e de Infra-Estrutura Envolvidos 

 

     A construção da obra física incluindo barracão com dependências administrativas, banheiros, depósitos e baias e ainda um pátio cimentado para o processamento da compostagem e a casa do zelador, teve um custo de R$ 108.297,91.

     Os equipamentos iniciais necessários ao funcionamento da usina de Reciclagem custaram à Prefeitura R$ 44.780,00 incluindo peneira rotativa, medidor de temperatura, prensa hidráulica vertical e picador rotativo.

     Com equipamentos de segurança (luvas, botas, aventais, máscaras, etc.), equipamentos para cozinha (fogão, panelas, xícaras), material para hortas (plástico e lona para estufas, mangueiras, ferramentas, sementes) e equipamentos acessórios (carrinho para transporte de fardos, eixo de rodas da peneira, mesa de giro para manobra) foram gastos R$ 4.867,19.

     Para realizar o serviço de separação, classificação e organização do material reciclado, e ainda realizar serviços complementares de manutenção e cuidados com viveiro e jardins, foram gerados 17 empregos a um custo de R$ 16.831,52 mensais (em 2006) assumidos pelo município.

     Para auxiliar a população na separação do lixo orgânico do lixo reciclável, foram confeccionadas em 2003 e 2004, 230.000 sacolas, sendo metade branca e metade azul, que foram distribuídas aos mercados da cidade que por sua vez distribuíram à população embalando as compras. O custo das mesmas, R$ 10.968,88 foi dividido entre as empresas e a Prefeitura.

    Em 2004 através de convênio com o Ministério da Saúde foi adquirido um caminhão de lixo no valor de R$ 105.500,00; um veículo utilitário para coleta de resíduos de serviços de saúde, no valor de R$ 22.500,00 e a ampliação da estrutura física no valor de R$ 160.702,71 em obras e instalações.

    Em 2006 foram destinados R$ 200.000,00 para a construção de novo barracão e trincheiras com adequado sistema de drenagem.

 

7. Considerações técnicas:

 

O SISTEMA ADOTADO

 

O sistema adotado para o tratamento dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) de Chapadão do Céu, é próprio, muito peculiar e está descrito abaixo em suas linhas gerais.

        A triagem prévia dos RSU é o único sistema de amplo matiz direcionado à sustentabilidade quanto às questões de meio ambiente e saúde pública. De alguma forma ela é sempre feita ao longo da linha entre a fonte geradora e a disposição final, porém quase sempre, considera apenas as questões econômicas, o que limita sobremaneira a eficiência no aproveitamento das partes descartadas. A Triagem no fim da linha, a exemplo do Sistema adotado em Chapadão do Céu, não justifica-se por economicidade, mas sim, pelos benefícios sócio-ambientais emanados dessa ação elogiável.

        Esse sistema é simples, manual e não utiliza equipamentos sofisticados; é, porém muito eficiente, pela disponibilidade dos recursos e da mão de obra necessária, onde o principal objetivo é separar cada vez mais profundamente as suas partes e prepará-las para o aproveitamento conforme requisitos dos processos de reutilização/reciclagem.

       

EFICIÊNCIA

 

A cidade conta hoje com 100% na eficiência de coleta dos RSU que são dirigidos à área da Usina de Reciclagem de Lixo (URL) para triagem prévia ao aterramento dos rejeitos.

No projeto básico de implantação da URL discutiu-se sobre o enorme benefício à eficiência da triagem, que traria o sistema duplo de coleta dos RSU pela separação na fonte do lixo seco e lixo úmido. Com esse tipo de coleta semi-seletiva, o trabalho na URL teria incremento significativo de eficiência, melhorando as condições de trabalho e saúde ocupacional. Um trabalho educativo é hoje dirigido nesse sentido, sendo que os equipamentos e sistemas de coleta estão passando pelas adequações necessárias, o que veio a requerer veículos mais especializados ao aproveitamento da triagem na fonte geradora.

De qualquer modo, os 100% dos RSU coletados no município passam pela triagem prévia, com média de aproveitamento em torno de 97% desse peso. Apenas 3% em peso são descartados como rejeito.

Considerando dados atuais do Sistema em operação:

50% em média do peso de RSU é separado em forma de matéria orgânica para compostagem.

30% em média do peso total é separado como plásticos, papéis, vidro e metais, que passam por processo físico de limpeza e embalagem para transportes aos processos de reciclagem.

17% em média constituem partes diretamente reutilizáveis, que são absorvidos pelo próprio sistema e/ou dados a terceiros.

Os 3% restantes dos RSU em média, estão sendo descartados adequadamente em trincheiras (valas) controladas construídas para a disposição final dos resíduos.

 


Abaixo, o Fluxograma mostra como é a rotina operacional da Usina de Reciclagem de Lixo de Chapadão do Céu, desde a coleta até a destinação final do lixo.

*

 

 

 

* Resíduos Sólidos de Serviços

de Saúde

 

Os materiais reutilizáveis são dirigidos aos pontos de consumo, praticamente não exigindo espaço físico para estocagem.

        Os materiais recicláveis são separados em: vidros, metais, plásticos e papéis. Os vidros não – reutilizáveis, são estocados em baia coberta até a expedição. Os metais são separados por tipos, estocados até atingir quantidade suficiente para prensagem, enfardamento e estocados até atingir peso adequado ao comércio. Os plásticos são separados em filme, PVC (duro) e PET para enfardamento, sendo que os PET’s brancos podem ser enfardados separadamente, pois atingem melhor preço (o filme plástico – sacolinhas etc. – constituem as maiores perdas por dificuldades de manuseio e mercado). Dos papéis, só o papelão é enfardado separadamente, mesmo porque na sua maioria, é reutilizado nos processos de enfardamento.

        Note-se até aqui, a grande demanda de espaço físico adequado ao movimento e estocagem desses materiais separados, antes e após enfardamento. Acrescente-se os longos períodos de estocagem do produto acabado, em função das flutuações de mercado e viabilização de quantidade que minimizem custos de transporte às Usinas Recicladoras. Essa expedição sempre fica sob ordens do comprador e não do sabor do desejo do produtor. Agravante a parte, as NBR’s (Normas Brasileiras) proíbem esse armazenamento ao tempo, visto que podem produzir chorume nas águas pluviais, emissões odoríferas e perdas qualitativas por influência dos fenômenos naturais. Devem ser estocados em galpões cobertos, dotados de baias seletivas, piso impermeabilizado e adequado ao trânsito de empilhadeira, entrada de veículos, etc. Note-se ainda, que o galpão onde se processa a triagem do lixo não pode ser utilizado para estocagem do produto pronto para expedição, pois pode ser contaminado levando a perdas de qualidade, bem assim, prejudicar o movimento dos materiais durante o processamento para expedição.

        A falta de espaço físico para estocagem adequada desses fardos, é que incrementa suas perdas através da linha de rejeito. É nesse sentido que inseriu-se ao projeto básico, a construção de novo galpão coberto com 300,00 m², recém inaugurado, para ampliar as baias de estocagem/movimento de produtos, fornecendo maior grau de liberdade operacional ao sistema e otimizando as condições de negócios comerciais com esses produtos. Principalmente o mercado de plástico filme e papel comum é muito limitado.

        O controle da entrada do lixo bruto e da saída do lixo seco reutilizável e/ou reciclável para a as usinas recicladoras se dá na guarita, dotada de escritório com banheiro, por funcionário treinado.

 

 

COMPOSTAGEM

 

        A compostagem é um processo de oxidação biológica controlada onde os resíduos sólidos urbanos são transformados, pela decomposição, em húmus. Os microrganismos que causam a decomposição do lixo orgânico são parte integrante do próprio lixo, mas para que atuem livremente junto às substâncias contidas no mesmo, é necessário que, durante o processo, se promova a granulação do lixo,      a mistura do lixo, a aeração do lixo, e o controle da umidade e da temperatura.

        Quando estas providências básicas são adotadas e mantidas, o lixo se decompõe rapidamente, produzindo calor suficiente para a destruição dos organismos patogênicos. Portanto, se a matéria orgânica presente no lixo for devidamente preparada e estabilizada, poderá dar origem a um composto orgânico de boa qualidade que poderá ser destinado à lavoura, hortas e/ou ao ajardinamento de ruas e praças.

O processo de compostagem adotado na URL de Chapadão do Céu é o método natural e consiste no preparo prévio dos resíduos, seja por separação, peneiramento, trituração, triagem e, posteriormente, a digestão e a cura se dá em pátio aberto.

 

 

DISPOSIÇÃO FINAL DO RSU

 

O volume de RSU que não for aproveitado (reciclado) é disposto em trincheiras escavadas no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e a sua segurança, minimizando os impactos ambientais, utilizando-se de princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.

O fundo das trincheiras tem declividade de modo a facilitar a drenagem horizontal do chorume e a drenagem vertical dos gases. O dreno de chorume ocorre no sentido longitudinal das trincheiras, através de valetas com 0,40 m de largura no topo e declividade de 1% protegidas com Manta PEAD (Manta de polietileno de alta densidade), preenchidas com brita e cobertas com manta de BIDIN OP – 20 (material sintético (poliéster) utilizado em impermeabilização (uma espécie de lona), OP 20 = espessura da lona 20mm). A impermeabilização da Trincheira de Rejeitos é composta de solo argiloso compactado e asfalto diluído (CM-30).

O correto desenvolvimento do aterro sanitário depende da execução de algumas operações, resumidas na compactação e cobertura das células. A compactação do lixo é realizada à medida que se formam as células, com objetivo de, além de reduzir o volume, possibilitar o tráfego dos veículos de coleta carregados e dos equipamentos utilizados na operação do aterro, bem como reduzir o rebaixamento futuro da massa aterrada. 

A técnica correta estabelece que o lixo seja descarregado no solo, no sopé do início da vala ou da célula anterior, e empurrado por pá carregadeira ou trator de esteira, formando rampas, com inclinação correspondente a 1 (V): 3 (H). Dessa forma, o peso da pá carregadeira ou do trator, concentrando-se na traseira, quebra e amassam caixas, latas, garrafas, etc., reduzindo o volume do lixo de maneira mais eficiente. Para obtenção de bons resultados, recomenda-se que a compactação se desenvolva no sentido ascendente e que seja repetida três a cinco vezes sobre cada camada de lixo.

O recobrimento a intervalos adequados dos resíduos com terra evitará a proliferação de vetores durante a operação, e no encerramento do aterro, a camada final de lixo ficará coberta com uma espessura mínima de 0,5 m de terra. Com esta medida, os vetores, tais como insetos, aves e roedores estarão devidamente controlados.

 

Sistema de drenagem de gases:

Da mesma forma que os líquidos, os gases tendem a circular através dos caminhos que oferecem menor resistência à sua passagem, razão pela qual, de um modo geral, o deslocamento dos gases, na área do aterro, está relacionado com o movimento dos líquidos. Devido à sua baixa densidade, os gases tendem a liberar-se pela superfície, quando não se misturam com os líquidos.

De um modo geral, o sistema de drenagem dos gases consiste em uma rede de drenagem vertical, calcada no sistema de drenagem subterrânea de líquidos, de forma a permitir sua liberação controlada para a atmosfera ou sua captação para posterior aproveitamento.

 

DISPOSIÇÃO FINAL DO RSSS

 

A disposição dos Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (RSSS) é feita em trincheira exclusiva. Após a separação do lixo reciclável, este tipo de resíduo é acondicionado em uma trincheira com dimensões reduzidas (se comparadas às trincheiras de RSU), revestida com manta de polietileno de alta densidade (PEAD), o que confere um excelente grau de estanqueidade ao sistema. O chorume oriundo da decomposição do RSSS e do contato com as águas da chuva é removido através de bomba de sucção e lançado na lagoa de estabilização para o posterior tratamento.

 

 

TIPO DE TRATAMENTO DO EFLUENTE FINAL

 

Para o caso do Aterro Sanitário de Chapadão do Céu, região com uma grande quantidade de insolação o tipo de tratamento utilizado é a recirculação dos líquidos percolados, na medida em que isto possibilita uma significativa redução do volume a ser tratado em função do aumento da evaporação. Além disso, a recirculação acelera a estabilização da matéria orgânica permitindo uma melhor utilização do aterro como reator anaeróbio, garantindo um efluente de melhor qualidade com redução da DBO (demanda biológica de oxigênio) , DQO (demanda química de oxigênio) e atenuação de outros contaminantes.

A recirculação do percolado possibilita, também, um melhor controle da vazão dos líquidos percolados facilitando a operação do sistema de tratamento em períodos de chuva intensa. A redução do volume de líquido percolado, em função da recirculação pode ser estimada em torno de 30% do total. Estima-se ainda que a redução do percolado em função da evaporação será de 20%.

De tempos em tempos, ou no caso de ocorrer a saturação da lagoa de estabilização, o efluente será encaminhado para uma estação de tratamento de efluentes existente, distante 2km da URL, com o auxílio de um caminhão-pipa.

O monitoramento dos sistemas de tratamento do líquido percolado é realizado através de análises físico-químicas e bacteriológicas em amostras coletadas semestralmente, em 2 (dois) pontos, sendo um na entrada do sistema e o outro na saída, dos seguintes parâmetros: Temperatura Ambiente, Temperatura da Amostra, Vazão, pH, DBO5d20°C, DQO, Nitrogênio Amoniacal, Fósforo, Ferro, Coliformes Totais e Fecais.

 

 

CERCA / CINTURÃO VERDE

 

A área da URL é totalmente cercada por postes de concreto com pelo menos 10 fios de arame farpado. Nessa periferia implantou-se cerca viva em Sansão-do-Campo, seguindo-se um anel interno em Eucalipto cytriodora, como forma de melhorar os impactos visuais, ruídos, poeiras fugitivas, odores e a ação dos ventos, conferindo uma mitigação de impactos ambientais e influências externas negativas.

 

MONITORAMENTO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

 

O plano de monitoramento ambiental do lençol freático foi desenvolvido de acordo com a norma da ABNT nº 10157/87, através da execução de quatro poços de monitoramento, com a finalidade de analisar eventuais interferências na qualidade das águas subterrâneas na área de influência do aterro, em decorrência da operação do mesmo.

A principio foram especificados 02 (dois) poços de monitoramento a montante e a jusante da área conforme os escoamentos superficiais. Todavia, pela topografia plana do local e dificuldades em definir o sentido dos fluxos freáticos, optou-se por construir mais 02 (dois) poços nos cantos opostos da área, conforme visto na Prancha de Implantação Geral da URL.

 

INFRA-ESTRUTURA DIVERSA

 

Além de todos os dispositivos e benfeitorias acima descritos, a Usina de Reciclagem de Lixo / Aterro Sanitário de Chapadão do Céu possui uma casa de alvenaria para o zelador permanente, um canil para abrigar e dar encaminhamento à animais sem dono, e um galpão de recebimento de embalagens de agrotóxicos que atende todos os produtores rurais do município.

 

 

INSTALAÇÕES FUTURAS

 

Conforme a demanda, estão previstas as escavações de novas trincheiras para a disposição dos RSU e de RSSS.

Ainda, existem estudos de viabilidade técnico-econômica em desenvolvimento para inserir o processo de manufatura dos resíduos sólidos urbanos, em especial do lixo seco, tais como a fabricação de chapas compensadas de plástico para a execução de fôrmas para lajes, vigas e pilares, bem como na área agropecuárias com a confecção de mourões de cerca, estábulos, estrados, etc.

 



Prancha de Implantação Geral da URL

 


 

8. Fotos

Vista aérea - 2004

Inauguração oficial em 21/08/2003

Barracão principal, à direita administração, cozinha e banheiros e à esquerda as baias.

Casa do zelador, ao fundo o barracão.

 

Chegada do lixo coletado na cidade.

Separação dos sólidos e orgânicos.

Orgânicos preparados para processamento.

Material orgânico passa pelo triturador.

Depois de triturado o material orgânico passa por uma peneira em várias etapas do processo.

Demonstração a interessados do processo de compostagem.

 Os montes de compostos devem ser revirados freqüentemente para uma decomposição adequada.

Pátio com os montes de composto em processamento.

Hortas utilizam o composto do lixo transformado em adubo.

Viveiro de mudas também utilizando adubo reciclado.

Os materiais sólidos, sempre que possível são prensados em fardos.

Os fardos são armazenados.

Fardos dos materiais prensados aguardam venda.

Pátio com fardos em estoque (foto 2003).

Os vidros separados também são armazenados.

 

Litros e garrafões organizados.

 

Madeiras de caixotes que serão reaproveitadas em artesanatos.

Numa das baias só as embalagens “tetra-pak”.

 

Trincheira preparada com escoamento de líquidos e gases.

 

A equipe orgulhosa de seu trabalho.

Crianças na oficina: uso de madeira reciclada.

 

Madeira reutilizada em viveiro de mudas.

Casa do Artesão: aproveitando materiais descartados.

Crianças reutilizando o papel.

Crianças do programa “Apoio à inclusão” reaproveitando madeiras para fazer brinquedos.

Novo barracão deve abrigar o processamento de materiais reciclados  em produtos finais: fôrmas (madeirite) para estruturas de concreto armado, postes para cerca, telhas, etc.

Pelas ruas lixeiras a cada 30 metros.

Na entrada da cidade o pedido: colabore com a limpeza.

Os mascotes no centro da cidade fazem o apelo para a limpeza, recolhendo o lixo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9. Anexo – Conceitos e informações sobre o lixo

 

Atualmente, vivemos num ambiente onde a natureza é profundamente agredida. Toneladas de matérias-prima, provenientes dos mais diferentes lugares do planeta, são industrializadas e consumidas gerando rejeitos e resíduos, que são comumente chamados lixo. Seria isto lixo mesmo? Lixo é basicamente todo e qualquer material descartado, proveniente das atividades humanas. É importante lembrar que o lixo gerado pelo homem é apenas uma pequena parte da montanha gerada todos os dias, composta pelos resíduos de outros setores. Os diferentes tipos de lixo se classificam de acordo com sua origem:
- dos espaços públicos: como ruas e praças, o chamado 'lixo de varrição', com folhas, terras, entulhos.
- dos estabelecimentos comerciais: com restos de comida, embalagens, vidros, latas, papéis.
- das casas: com papéis, embalagens plásticas, vidros, latas, restos de alimentos, rejeitos.
- das fábricas: com rejeitos sólidos e líquidos. É de composição variada, que depende dos materiais e processos usados.
- dos hospitais, farmácias e casas de saúde: um tipo especial de lixo, contendo agulhas, seringas, curativos; o chamado "lixo patogênico", o que produz inúmeras doenças.
Como se percebe, em todo o lugar sai lixo. E se a este for dado um destino final inadequado?

Mais de 90% do que chamamos lixo e que formará os chamados "lixões" é composto de materiais que podem ser reutilizados ou reciclados. O lixo é caro, gasta energia, leva tempo para decompor e demanda muito espaço. Mas o lixo só permanecerá um problema se não dermos a ele um tratamento adequado. Por mais complexa e sofisticada que seja uma sociedade, ela faz parte da natureza. É preciso rever os valores que estão norteando o nosso modelo de desenvolvimento e, antes de se falar em lixo, é preciso reciclar nosso modo de viver, produzir, consumir e descartar.

RECICLAR é o termo usado quando é re-feito, por industrias especializadas, o produto de origem industrial, artesanal e agrícola, que foi usado e descartado ao fim de seu ciclo de produção e utilização. A reciclagem vêm sendo mais usada a partir de 1970, quando se acentuou a preocupação ambiental, em função do racionamento de matérias-primas. É importante que as empresas se convençam não ser mais possível desperdiçar e acumular de forma poluente materiais potencialmente recicláveis.
www.ufv.br/Pcd/Reciclar/lixo_brasil.htm

 


Como afirmou Lavoisier (1743-1794):

 “Na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma.”.

 

 

Reciclagem no Brasil

 

De acordo com a Edição Número 85 - Janeiro / Fevereiro – 2006 da Cempre Informa (www.cempre.org.br/2006-0102_inter.php) O Brasil mantém excelente desempenho na reciclagem de latas de aço e de alumínio e de embalagens Longa Vida, destaca-se frente a várias nações européias em plástico e apresenta bons níveis de recuperação de papel e papelão.

 

 

 

 

 

Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 40% dos resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil têm destinação adequada e 60% não recebem destinação correta. Ainda assim, o volume destinado à reciclagem cresceu 4% – o volume foi de 5 milhões de toneladas, em 2003, para 5,2 milhões de toneladas, em 2004.

 


Fontes: *Cempre/Eurostat-Statistical Office of the European Communities/** Circular Economy Committee (CEC)


Fontes: *Cempre – somente pós-consumo/**Recycling International – nov/2005/***APEAL
the Association of European Producers of Steel - 2004

 

 

 

O Brasil evoluiu no índice de reciclagem de latas de aço para bebidas (de 78% para 88%) e o uso de sucata na produção de aço novo se manteve estável – o equivalente a 26% do total. Nos Estados Unidos, o volume de aço reciclado chegou a mais de 7,2 milhões de toneladas em 2004 - isso porque, na composição de resíduos descartados pelos norte-americanos em 2004, havia 35% mais sucata do que na década de 80 e este movimento foi incentivado pela indústria do aço.

 


Fontes: *Cempre – somente pós-consumo/**Associação Brasileira do Alumínio (Abal) – anos 2003 e 2004/Pro Europe -  referência ano 2004

 

 

 

O Brasil, em 2004, foi pela quarta vez consecutiva o recordista mundial de reciclagem de latas de alumínio para bebidas. Nesse período, Polônia aumentou seus índices e França e Noruega mantiveram suas marcas.

 


Fonte: Tetra Pak 2005

Entre os países em desenvolvimento, o Brasil segue liderando com folga a reciclagem de embalagens Longa Vida e a recente descoberta da Tecnologia Plasma – desenvolvida por brasileiros – contribui para impulsionar os índices nacionais. Sem contar que, em pouco tempo, esta inovação também será exportada para outras nações.


Fontes: *Plastivida/ **Associação Nacional de Embalagens PET/EUA (Napcor)/
***Pro Europe - referência ano 2004

 

O Brasil, em reciclagem mecânica (consiste na conversão dos descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo em grânulos que podem ser reutilizados na produção de outros itens), está à frente de nações como Portugal, Suécia, França e China. Os elevados índices de nações como Alemanha, Espanha, República Tcheca, Bélgica, Noruega e Luxemburgo devem-se à inclusão da reciclagem energética desse material (uso dos resíduos plásticos como combustível na geração de energia elétrica e/ou calefação). É importante registrar que a reciclagem de PET no Brasil chegou a 48% em 2004.

 


Fontes: Associação Brasileira de Celulose e Papel –

O Brasil continua entre as dez nações com maior taxa de reciclagem de papel e papelão no mundo, ocupando a 9ª posição. O índice de reciclagem de papelão alcançou 79% em 2004.


Fonte: Pulp&Paper Incorporation-2004

BRACELPA/Pulp&Paper Incorporation-2004


Fontes: *Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro - Abividro/Pro Europe - referência ano 2004

A reciclagem de vidro no Brasil apresentou crescimento de três pontos percentuais entre 2002 e 2004, um ritmo similar ao de países como Noruega e Suécia.

Outras fontes de informação:

Associação Brasileira de Alumínio - ABAL  www.abal.org.br/reciclagem/brasil.asp

Associação Nacional de Fabricantes de Papel e Celulose (ANFPC)

Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro  - www.abividro.org.br/

Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) www.ibs.org.br/

Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados (ABIQUIM) www.abiquim.org.br/

 

Tempo de Degradação dos Materiais

A relação de materiais e os seus respectivos tempos de degradação no meio ambiente nem sempre ocorrem conforme os tempos informados nas tabelas. Isso ocorre por uma razão muito óbvia : a degradação dos materiais ocorre em função de uma combinação de fatores, tais como: temperatura, teor de umidade, PH do meio, luminosidade, pressão atmosférica, disponibilidade de oxigênio, dentre outros. Portanto, devemos considerar sob que condições os materiais estão submetidos. Exemplo: O material encontra-se a céu aberto ou enterrado? Encontra-se numa região úmida e quente, como a floresta amazônica, ou numa região seca e quente durante o dia e fria durante a noite, como no deserto do Saara? Está jogado no rio (água doce) ou jogado no mar (água salgada)? Está no raso ou no fundo? Encontra-se depositado numa região de águas mais quentes (como no Nordeste Brasileiro) ou em regiões de águas mais geladas (como na Antartida)? O lixo está em nível do mar ou está em nível dos Alpes Suíços? Tome como exemplo o papel: pegue várias amostras desse material, com o mesmo tamanho e peso, e coloque em diferentes pontos do planeta. Considerando que as condições do meio são diferentes, o tempo de degradação será igual? A atuação dos microorganismos sobre o papel será a mesma nos diferentes locais? Diante de tantas variáveis, seria correto estabelecer tempo de degradação dos materiais, como descrito nas tabelas? Estas tabelas estabelecem narrativas generalizadas, comparativas, que sem estes prévios comentários, não são aplicáveis à realidade. Agora você mesmo tem condições de responder: Quanto tempo leva para o papel degradar?

 

Jornais 

2 a 6 semanas 

Embalagens de Papel 

1 a 4 meses 

Casca de Frutas 

3 meses 

Guardanapos de papel 

3 meses 

Pontas de cigarro 

2 anos 

Fósforo 

2 anos 

Chicletes 

5 anos 

Nylon 

30 a 40 anos 

Sacos e copos plásticos 

200 a 450 anos 

Latas de alumínio 

100 a 500 anos 

Tampas de garrafas 

100 a 500 anos 

Pilhas 

100 a 500 anos 

Garrafas e frascos de vidro ou plástico 

indeterminado 

 

 

 

 

 


 

PAPEL RECICLAVEL

PAPEL AINDA NÃO RECICLÁVEL

Caixa de Papelão,Jornal, Revista, Impressos em geral, Fotocópias, Rascunhos, Envelopes, Papel timbrado, Embalagens longa-vida, Cartões, Papel de fax, Folhas de caderno, Formulários de computador, Aparas de papel, Copos descartáveis, Papel vegetal, Papel toalha e guardanapo 

Papel sanitário, Papel carbono, Fotografias, Fitas adesivas Stencil,Tocos de cigarro 

VIDRO RECICLÁVEL

VIDRO AINDA NÃO RECICLÁVEL

Garrafas de bebidas alcóolicas e não alcóolicas, bem como seus cacos. Frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes e produtos de limpeza); ampolas de remédios.Potes de produtos alimentícios 

Espelhos, vidros de janelas, box de banheiro, lâmpadas incandescentes e fluorescentes, cristais.Utensílios de vidro temperado. Vidros de automóveis. 
Tubos e válvulas de televisão
Cerâmica, porcelana, pirex e marinex 

METAL RECICLÁVEL

METAL AINDA NÃO RECICLÁVEL

Latas de alumínio (cerveja e refrigerante) 
Sucatas de reformas . Lata de folha de flandres (lata de óleo, salsicha e outros enlatados)

Tampinhas, arames, pregos e parafusos.  Objetos de cobre, alumínio, bronze, ferro, chumbo ou zinco 

Canos e tubos 

Clipes e grampos 
Esponjas de aço 

PLÁSTICO RECICLÁVEL

PLÁSTICO AINDA NÃO RECICLÁVEL

Embalagens de refrigerantes, de materiais de limpeza, de alimentos diversos. 
Copos plásticos. Canos e tubos. Sacos plásticos. 

Embalagens Tetrapak (misturas de papel, plástico e metal) 

Embalagens de biscoito 

Ebonite (cabos de panelas, tomadas) 
 
 

 

 

Material

PAPÉIS

VIDROS

METAIS

PLÁSTICOS

Economia feita a partir de material

50 kg de papel reciclado poupa o corte de uma árvore de eucalipto de 6 anos de idade e economiza 70% de energia, se comparado ao gasto na produção a partir da matéria-prima virgem.

Praticamente não produz resíduos. Economiza 30% de energia, se comparado ao gasto na produção a partir da matéria-prima virgem.

Evita a retirada de 5 toneladas de bauxita para fabricar 1 tonelada de alumínio. Economiza 95% de energia, se comparado ao gasto na produção a partir da matéria-prima virgem.

Economiza 50% de energia, se comparado ao gasto na produção a partir da matéria-prima virgem.

 

 

Conclusão:

 

A URC – Usina de Reciclagem e Compostagem,  é um sistema de baixo custo de implantação e operação, que visa sanar o problema de destinação final do lixo urbano, através da reciclagem (papel, papelão, plástico, vidros e metais) e compostagem de matéria orgânica (restos de frutas, verduras, comida, resíduos de poda etc.).

O lixo urbano ao chegar na URC sofre um processo de triagem da parte inorgânica e orgânica. A parte inorgânica é selecionada visando a reciclagem de materiais de interesse econômico (papel, plástico, vidro e metais), sendo a parte orgânica destinada ao pátio de compostagem onde é submetida a um processo natural, aeróbico, controlado, de conversão biológica. Após passar por essa fase, com duração variável de 90 a 120 dias, o material encontra-se devidamente estabilizado.

 

Finalmente, busca-se neste trabalho um salto qualitativo ambiental, educacional e de saúde pública, através da transformação da URC em um Centro de Educação Ambiental, onde abrigará os projetos agregados, tais como: hortas (comunitária, escolar, residencial), viveiros para reprodução de mudas (frutíferas, ornamentais, mata ciliar e de topo), oficina de papel artesanal, entre outros.

 

Textos e compilação: Joenio A. Araújo (Secretário Planejamento)e Lauson Serafini (eng°).


 

Veja a matéria abaixo no site do jornal CC.N:     www.ccnalvorada.com.br/CC.N_2006-09.pdf

 

 

 

 


 

 

 

Goiânia, 7 de janeiro de 2003

 

O melhor lugar para se viver em Goiás

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) aponta Chapadão do Céu, de 5 mil habitantes, como o melhor município goiano em qualidade de vida. No lado oposto está Buritinópolis. 

 

Os melhores e piores lugares para viver em Goiás

Segundo levantamento da ONU, Chapadão do Céu é a melhor cidade para morar no Estado. 

Do lado oposto está Buritinópolis, com o índice mais baixo.

Rosane Rodrigues da Cunha

Goiânia, 7 de janeiro de 2003

 

 

Qual o melhor lugar para morar em Goiás? De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) é Chapadão do Céu, um município de cerca de 5 mil habitantes, considerado um dos principais portões de entrada do Parque Nacional das Emas e um dos grandes pólos turísticos do Estado. A ONU chegou a essa conclusão com base no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), indicador usado pela organização para medir o desenvolvimento humano em municípios. Chapadão do Céu, que completou dez anos de instalação no dia 1º, apresentou o maior IDH-M de Goiás. Do lado oposto, com o menor índice, está Buritinópolis.

O município do Nordeste goiano tem um índice de 0,603 – inferior ao 0,834 de Chapadão do Céu, mas bem superior ao IDH-M 0,467 apresentado por Manari, o município pernambucano que aparece em último lugar no ranking nacional. Para o secretário de Planejamento e Desenvolvi