Abertura

Parque das Emas

Cerrado

Turismo

Agricultura

Pecuária

Cidade

Perfil

Histórico

Links

Info

Contas

Legislação

Abertura Antiga

Goiânia, 5 de junho de 2004
Yosikazu Maeda

Marconi Perillo e o secretário da Agricultura, José Mário Schreiner (D): abertura da colheita

AGRICULTURA

Estado quer voltar
a ser 2º em algodão

Governador Marconi Perillo
anuncia medidas de incentivo
ao setor, durante abertura oficial
da colheita em Chapadão do Céu

Lúcia Monteiro

Goiás deve voltar a ocupar a vice-liderança nacional na produção de algodão em dois anos. O Estado, que já foi o maior produtor do País, hoje ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás do Mato Grosso e Bahia. Para voltar ao segundo lugar, a produção goiana de algodão está crescendo até 40% ao ano e o governo estadual, por meio da Secretaria da Fazenda, estuda a possibilidade da adoção de medidas fiscais e tributárias que dêem mais competitividade ao produto goiano. Ontem, o governador Marconi Perillo abriu oficialmente a colheita de algodão no Estado, na Fazenda Novo Milênio, em Chapadão do Céu, no Sudoeste goiano.

Desde 1998, a produção goiana praticamente triplicou, passando de 67 mil toneladas para 180 mil toneladas de algodão em pluma. A área plantada passou de 90 mil hectares no ano anterior para 140 mil hectares na safra atual. Somente em Chapadão do Céu, um dos maiores produtores de Goiás, a área plantada por 29 cotonicultores subiu de 12 mil hectares na última safra para 22.300 hectares este ano e o município já registra a maior produtividade do Estado: 4.500 quilos por hectare. Cerca de 40% da produção goiana é exportada para países da Ásia e Europa.

Para continuar incrementando a produção, o governador Marconi Perillo destacou a importância do viabilização do Programa de Apoio à Produção de Algodão (Proalgo) e do Fundo de Incentivo à Cultura do Algodão (Fialgo). Atualmente, segundo ele, o governo do Estado analisa a aplicação de medidas fiscais e tributárias de apoio à produção. Uma delas é um pleito do Fialgo visando facilitar a venda do produto goiano, através de incentivos ao cooperativismo.

Industrialização
O objetivo é desonerar o produtor, que teve o custo de suas vendas elevado por causa do PIS/Cofins. O governo estadual também já assinou alguns protocolos de intenções para viabilizar a industrialização do produto em Goiás. “Estamos trabalhando junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para que haja mais abertura para o algodão brasileiro”, destacou o governador, lembrando que, em 2006, o Estado vai sediar um grande evento voltado para toda a cadeia do produto.

O produtor Osvaldo Fiúza, coordenador do Conselho Gestor do Fialgo, diz que o crescimento da produção goiana ocorre de maneira equilibrado, com sustentabilidade, qualidade e rentabilidade para o produtor. Ele também atribui o bom desempenho à rotação de culturas, que favoreceu a produção nos últimos anos. Fiúza lembra que o investimento e o custo da produção de algodão são muito elevados (até US$ 1.200 por hectare).

O cotonicultor Renato Schneider, vice-presidente do Sindicato Rural de Chapadão do Céu e proprietário da Fazenda Novo Milênio, vai colher 6.600 toneladas de algodão produzidas em 460 hectares cultivados, com uma produtividade de até 300 arrobas (4.500 quilos) por hectare. “Nossa produtividade só não foi maior por causa do grande volume de chuvas na região”, destaca o produtor.

O governador garantiu aos proprietários rurais do município que o decreto que cria a reserva Refúgio de Vida Silvestre da Panela, na região de Chapadão do Céu, ainda será amplamente discutido com o setor produtivo local antes de ser aprovado. “Ainda precisamos saber se temos dinheiro para desapropriações. É uma área importante sob o ponto de vista ambiental, mas também sob o ponto de vista da produção.”

  Anterior | Economia | Próxima

 

Abertura

Parque das Emas

Cerrado

Turismo

Agricultura

Pecuária

Cidade

Perfil

Histórico

Links

Info

Contas

Legislação

Abertura Antiga