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www2.opopular.com.br/anteriores/07jan2003/cidades/default.asp Goiânia, 7 de janeiro de 2003 |
| O melhor lugar para se viver
em Goiás
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| Os melhores e piores lugares
para viver em Goiás
Segundo levantamento da ONU, Chapadão do Céu é a melhor cidade para morar no Estado. Do lado oposto está Buritinópolis, com o índice mais baixo. Rosane Rodrigues da Cunha |
Goiânia, 7 de janeiro de 2003
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| Qual o melhor lugar para morar
em Goiás? De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) é
Chapadão do Céu, um município de cerca de 5 mil habitantes, considerado
um dos principais portões de entrada do Parque Nacional das Emas e um dos
grandes pólos turísticos do Estado. A ONU chegou a essa conclusão com
base no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), indicador
usado pela organização para medir o desenvolvimento humano em municípios.
Chapadão do Céu, que completou dez anos de instalação no dia 1º,
apresentou o maior IDH-M de Goiás. Do lado oposto, com o menor índice,
está Buritinópolis.
O município do Nordeste goiano tem um índice de 0,603 – inferior ao 0,834 de Chapadão do Céu, mas bem superior ao IDH-M 0,467 apresentado por Manari, o município pernambucano que aparece em último lugar no ranking nacional. Para o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Chapadão do Céu, Joênio Alves de Araújo, a boa classificação da cidade pode ser atribuída à força da agricultura, que deu origem ao município e hoje é responsável por 90% da renda de sua população. As políticas públicas implantadas em Chapadão do Céu, que é um dos maiores produtores goianos de soja e milho, também impulsionam o desenvolvimento humano na cidade, segundo o secretário. "Temos um índice zero de mortalidade infantil, 100% de nossas crianças estão na escola e todo o esgoto da cidade é tratado", exemplifica Araújo. A boa classificação no ranking da ONU é motivo de satisfação, mas não de acomodação. Chapadão do Céu quer mais. "Queremos ser a cidade mais limpa do País", anuncia o secretário. O maior passo nesse sentido deve ser dado dentro de dois meses, com a inauguração da usina de reciclagem de lixo da cidade. O município, que oferece aos visitantes e moradores atrações como o Salto do Formoso e o Lago das Araras, quer também desenvolver mais o potencial turístico. Araújo explica que a cidade, localizada a 487 quilômetros da capital, ainda tem um grande potencial a ser explorado. Mas, para alcançar esse objetivo, Chapadão do Céu terá de contar com ajuda dos governos estadual e federal. É que o acesso ao município é bastante precário. Para chegar a Jataí, a cidade goiana mais próxima da campeã do IDH-M em Goiás, é necessário viajar cerca de 70 quilômetros por uma estrada de terra. "É preciso melhorar o acesso a Chapadão do Céu", afirma o secretário. Lanterna Na lanterna do ranking do IDH-M em Goiás, Buritinópolis reflete bem a situação da região em que se localiza: o Nordeste Goiano, uma das áreas mais pobres do Estado. Situada a 463 quilômetros de Goiânia, a cidade tem a maior área territorial de todos os municípios do Nordeste de Goiás. São 225 quilômetros quadrados ricos em terras férteis e jazidas minerais, onde predominam o desemprego e a baixa renda. Com uma economia baseada na agricultura de subsistência, o município sobrevive com pouco recursos. "O suficiente para oferecer o básico do básico à população", resume o secretário de Administração e Planejamento, Leoson Carlos Rodrigues. Esse básico inclui escolas e posto de saúde, mas não permite a geração de empregos. "O desemprego é nosso maior problema", observa o secretário, para quem os governos estadual e federal deveriam voltar os olhos para Buritinópolis e para o Nordeste goiano. "A região não pode continuar esquecida", observa Rodrigues, que cobra do Estado e da União incentivos para a instalação de indústrias em Buritinópolis, cidade de cerca de 4 mil habitantes. O secretário alerta que, sozinha, a administração municipal dificilmente conseguirá produzir avanços que possibilitem a melhoria do IDH-M de Buritinópolis. A esperança de mudança, a médio prazo, está na construção de uma usina hidrelétrica entre o município e Mambaí, o que deverá ampliar os repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Mas a obra sequer teve início. |

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