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HISTÓRICO |
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Nasce uma cidade |
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Primeira
Escola |
A primeira professora foi a Dra. Germana Sabino Cunha, nora de Alberto, que, juntamente com Márcia Garcia Cunha, filha de Alberto, cuidavam da educação dos alunos que chegavam das fazendas ao redor em uma carretinha puxada por um trator. Germana era também a única médica na região. Ambas trabalhavam sem remuneração. |
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Paulo
Rodrigues da Cunha, filho de Alberto, assumiu a administração
do loteamento e do posto de combustíveis, além da gerência
da Fazenda Santa Amélia. Em
1983 a primeira casa foi construída por alguém fora da família,
Pedro Rodrigues Guerini, um agricultor paranaense que
decidira firmar-se na região. Logo várias outras casas
começaram a surgir, de agricultores e pessoas interessadas
em trabalhar na localidade. Em 1984 foi construído, por Alberto R. Cunha, o primeiro Posto de Saúde. Neste ano Maria Amélia Garcia Cunha, filha de Alberto, assumiu a escola, como professora e diretora, lutando para que a mesma fosse encampada pelo Estado, já que a prefeitura de Aporé não oferecia nenhum apoio. |
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As
primeiras casas, caixa d'água, a nova Escola Fruto da Terra
e o primeiro armazém graneleiro. Foto de 1986. |
Em
1985 foi construído, por Roberto Rodrigues da Cunha e irmãos,
sobrinhos de Alberto, o primeiro armazém graneleiro. No ano
seguinte foi construído o segundo, por Aloísio da Cunha
Macheronni e irmãos, também sobrinhos de Alberto. Em 1985 foi inaugurada, pelo então governador Iris Resende, a nova Escola Fruto da Terra, construída por sistema de mutirão, com a participação da comunidade, passando a ser estadual. |
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Com
a implantação da infra-estrutura básica e a constatação
de que as terras do "chapadão" eram altamente
produtivas, cada vez mais pessoas afluíam para a
localidade, buscando novas oportunidades, seja na
agricultura como em outros empreendimentos. Mas a
infra-estrutura ainda estava longe de atender às
necessidades de uma cidade. Com muito esforço conseguiu-se
que a Prefeitura de Aporé colocasse um micro-ônibus à
disposição da escola para o transporte rural. Afora isso,
embora com o crescimento da agricultura e, consequentemente
da arrecadação, o governo municipal pouco participava. Em
1987 foi criada a Aprocéu - Associação pró
desenvolvimento de Chapadão do Céu, tendo como presidente
Eduardo P. Peixoto, agricultor e como membros da diretoria
Alberto R. Cunha, Alberto Schlatter, Paulo R. Cunha e Joenio
A. Araújo. Eram membros cerca de 150 agricultores e empresários
locais. A Associação procurou cumprir o papel que caberia
ao governo municipal: construiu um aterro sobre o Rio Água
Amarela, facilitando o acesso ao escoamento da produção,
ajudou na implantação das estações de telefone e de
retransmissão de televisão, montou uma patrulha
mecanizada, em parceria com o Sr. Alberto, para atender às
necessidades dos produtores rurais e manter as principais
estradas em condições de trânsito e até fez campanhas
para coletar fundos para o pagamento dos professores e
encabeçou campanha de agricultores para conseguir crédito
junto ao Banco do Brasil. Em 1987 foi também aprovado o loteamento Chapadão do Céu, através da Lei Municipal, de Aporé, n° 519/87 de 21 de setembro de 1987, assinada pelo então prefeito Adão Alves dos Santos. |
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Foto
aérea em 1989. |
Em 1988 a comunidade de Chapadão do Céu já concluíra que para dar continuidade ao desenvolvimento seria necessária a participação política e lançou quatro candidatos a vereador na Câmara Municipal de Aporé. Três foram eleitos: Joenio Alves Araujo, Oliveira José de Melo e Fernando J. Morais, que passaram a reivindicar benfeitorias para a região. |
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Simultaneamente
iniciou-se o movimento pela emancipação de Chapadão do Céu.
Alberto Rodrigues da Cunha, os vereadores, membros da Aprocéu,
agricultores e empresários tiveram um período de
constantes peregrinações a Goiânia, para debater com
deputados estaduais a necessidade de independência
administrativa da nova cidade. Com
a união das lideranças e da comunidade novas conquistas
foram, pouco a pouco, sendo realizadas: a implantação da
rodovia do calcário (GO-050), ligando Chapadão do Céu a
Jataí, Mineiros e Goiânia; a instalação de uma sub-estação
de energia elétrica, necessária para abastecer os armazéns
e a cidade; energia rural; uma quadra de esportes; ampliação
da telefonia; manutenção de estradas; construção da
delegacia e outras. Em
26 de maio de 1988 os deputados estaduais Mauro Antonio
Bento e Agenor Rezende protocolaram na Assembléia
Legislativa de Goiás requerimento solicitando a emancipação
e instauração do processo de criação do novo município
denominado Chapadão do Céu. Outros deputados,
posteriormente, encaminharam requerimentos com a mesma
finalidade, até que em 16 de janeiro de 1991, o então
governador Henrique Santillo assinou a Lei n°
11.398, que dispõe sobre a criação do Município de
Chapadão do Céu, publicada no Diário Oficial de Goiás em
18 de fevereiro de 1991. A instalação oficial do município, entretanto, dar-se-ia somente em 1° de janeiro de 1993, com a posse do primeiro prefeito e dos primeiros vereadores. |