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HISTÓRICO

 

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Chapadão do Céu começou a surgir em junho de 1981 com a perfuração do primeiro poço semi-artesiano e, com a construção, em 1982, da casa que acomodaria a Escola Fruto da Terra. Iniciativa de Alberto R. Cunha. Em frente à escola foi afixada uma placa improvisada com os dizeres "Maravilhoso é o sonho que se torna realidade".

 

Primeira Escola

A primeira professora foi a Dra. Germana Sabino Cunha, nora de Alberto, que, juntamente com Márcia Garcia Cunha, filha de Alberto, cuidavam da educação dos alunos que chegavam das fazendas ao redor em uma carretinha puxada por um trator. Germana era também a única médica na região. Ambas trabalhavam sem remuneração.

 

 

Paulo Rodrigues da Cunha, filho de Alberto, assumiu a administração do loteamento e do posto de combustíveis, além da gerência da Fazenda Santa Amélia.

Em 1983 a primeira casa foi construída por alguém fora da família, Pedro Rodrigues Guerini, um agricultor paranaense que decidira firmar-se na região. Logo várias outras casas começaram a surgir, de agricultores e pessoas interessadas em trabalhar na localidade.

Em 1984 foi construído, por Alberto R. Cunha, o primeiro Posto de Saúde. Neste ano Maria Amélia Garcia Cunha, filha de Alberto, assumiu a escola, como professora e diretora, lutando para que a mesma fosse encampada pelo Estado, já que a prefeitura de Aporé não oferecia nenhum apoio.

 

As primeiras casas, caixa d'água, a nova Escola Fruto da Terra e o primeiro armazém graneleiro. Foto de 1986.

Em 1985 foi construído, por Roberto Rodrigues da Cunha e irmãos, sobrinhos de Alberto, o primeiro armazém graneleiro. No ano seguinte foi construído o segundo, por Aloísio da Cunha Macheronni e irmãos, também sobrinhos de Alberto.

Em 1985 foi inaugurada, pelo então governador Iris Resende, a nova Escola Fruto da Terra, construída por sistema de mutirão, com a participação da comunidade, passando a ser estadual.

 

Com a implantação da infra-estrutura básica e a constatação de que as terras do "chapadão" eram altamente produtivas, cada vez mais pessoas afluíam para a localidade, buscando novas oportunidades, seja na agricultura como em outros empreendimentos. Mas a infra-estrutura ainda estava longe de atender às necessidades de uma cidade. Com muito esforço conseguiu-se que a Prefeitura de Aporé colocasse um micro-ônibus à disposição da escola para o transporte rural. Afora isso, embora com o crescimento da agricultura e, consequentemente da arrecadação, o governo municipal pouco participava.

Em 1987 foi criada a Aprocéu - Associação pró desenvolvimento de Chapadão do Céu, tendo como presidente Eduardo P. Peixoto, agricultor e como membros da diretoria Alberto R. Cunha, Alberto Schlatter, Paulo R. Cunha e Joenio A. Araújo. Eram membros cerca de 150 agricultores e empresários locais. A Associação procurou cumprir o papel que caberia ao governo municipal: construiu um aterro sobre o Rio Água Amarela, facilitando o acesso ao escoamento da produção, ajudou na implantação das estações de telefone e de retransmissão de televisão, montou uma patrulha mecanizada, em parceria com o Sr. Alberto, para atender às necessidades dos produtores rurais e manter as principais estradas em condições de trânsito e até fez campanhas para coletar fundos para o pagamento dos professores e encabeçou campanha de agricultores para conseguir crédito junto ao Banco do Brasil.

Em 1987 foi também aprovado o loteamento Chapadão do Céu, através da Lei Municipal, de Aporé, n° 519/87 de 21 de setembro de 1987, assinada pelo então prefeito Adão Alves dos Santos.

 

Foto aérea em 1989.

 Em 1988 a comunidade de Chapadão do Céu já concluíra que para dar continuidade ao desenvolvimento seria necessária a participação política e lançou quatro candidatos a vereador na Câmara Municipal de Aporé. Três foram eleitos: Joenio Alves Araujo, Oliveira José de Melo e Fernando J. Morais, que passaram a reivindicar benfeitorias para a região.

 

Simultaneamente iniciou-se o movimento pela emancipação de Chapadão do Céu. Alberto Rodrigues da Cunha, os vereadores, membros da Aprocéu, agricultores e empresários tiveram um período de constantes peregrinações a Goiânia, para debater com deputados estaduais a necessidade de independência administrativa da nova cidade.

Com a união das lideranças e da comunidade novas conquistas foram, pouco a pouco, sendo realizadas: a implantação da rodovia do calcário (GO-050), ligando Chapadão do Céu a Jataí, Mineiros e Goiânia; a instalação de uma sub-estação de energia elétrica, necessária para abastecer os armazéns e a cidade; energia rural; uma quadra de esportes; ampliação da telefonia; manutenção de estradas; construção da delegacia e outras.

Em 26 de maio de 1988 os deputados estaduais Mauro Antonio Bento e Agenor Rezende protocolaram na Assembléia Legislativa de Goiás requerimento solicitando a emancipação e instauração do processo de criação do novo município denominado Chapadão do Céu. Outros deputados, posteriormente, encaminharam requerimentos com a mesma finalidade, até que em 16 de janeiro de 1991, o então governador Henrique Santillo assinou a Lei n° 11.398, que dispõe sobre a criação do Município de Chapadão do Céu, publicada no Diário Oficial de Goiás em 18 de fevereiro de 1991.

A instalação oficial do município, entretanto, dar-se-ia somente em 1° de janeiro de 1993, com a posse do primeiro prefeito e dos primeiros vereadores.

 

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