Quinta-feira, 11 de Setembro de 2003

     
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Fabio Vendrame/AE


Pelos caminhos sertanejos de Goiás

Em meio à paisagem rural, trilhas do Parque Nacional das Emas e de Serranópolis põem o turista frente a frente com a vida do Cerrado 

Safári à brasileira no Parque das Emas
Serranópolis: um show de adrenalina
Conheça a fazenda que virou zôo a céu aberto
Uma viagem à pré-história
NOSSO GUIA - GOIÁS
Pelos caminhos sertanejos de Goiás
Em meio à paisagem rural, trilhas do Parque Nacional das Emas e de Serranópolis põem o turista frente a frente com a vida do Cerrado
Fabio Vendrame/AE
Perto de Serranópolis, há roteiro por cachoeiras, como a do Diogo e a ‘hora do rush’ no Chapadão do Céu: 750 cabeças de gado na estrada
Cena de uma estrada no sertão de Goiás: com berrante e chapelão, o boiadeiro toca 750 cabeças de gado pelo mesmo caminho de terra que leva os turistas a um recanto isolado da cidade. A poeira sobe, espessa e vermelha. Por um instante, visitantes e animais confundem-se. Demora um pouco para a imagem recuperar a nitidez. Uns começam a fotografar. Outros seguem sua marcha. "É a hora do rush", brinca o guia.
Momentos depois, dissipa-se o trote regular dos bois pisando o chão de terra batida. O gado fica para trás; a poeira baixa. Após rodar cerca de 480 quilômetros a partir de Goiânia, entre trechos de terra e de asfalto, alcança-se Chapadão do Céu, cidadezinha com menos de 4 mil habitantes e projetada para ser a porta de entrada do Parque Nacional das Emas.
Belas paisagens e cenas inusitadas acompanham os viajantes, mas não escondem o estado deplorável de alguns trechos das rodovias goianas. Os motoristas devem redobrar a atenção para não estourarem pneus nem atropelarem os animais silvestres que cruzam as pistas inadvertidamente.
 
Por conta disso, a viagem pode tornar-se mais cansativa que o previsto. Nada melhor, então, do que um bom lugar para descansar e recarregar as baterias.
Perto de Chapadão do Céu, uma boa pedida é a Fazenda Santa Amélia. Às margens do Rio Formoso, a Santa Amélia promove passeios de barco e a cavalo, e ainda mantém um pesque-pague. O ponto forte, porém, está nas mãos de Creuza Garcia de Matos, encarregada de preparar o arroz com feijão goiano. "Gosto de ver gente satisfeita, com a barriga cheia e o sorriso de boca inteira", diz ela.
 
Esta é a melhor época para ver animais
Dali, fica fácil chegar ao Parque Nacional das Emas, mais de uma vez comparado a um zoológico a céu aberto pelos guias turísticos. De junho a setembro, quando se dá a época da seca, é o período ideal para ver animais. Mas antes de pegar a estrada, é bom atentar-se a algumas dicas e particularidades da reserva. Para quem quer ir além, há uma opção ainda melhor do que seguir direto para o Parque das Emas. No caminho entre Goiânia e Chapadão do Céu, reserve três noites para Serranópolis. Com acentuado traço sertanejo, a cidade merece figurar nos melhores guias de ecoturismo do Brasil. Na quase desconhecida Serranópolis, de 6,5 mil habitantes, o ecoturismo aparece em sítios arqueológicos, trilhas em reservas naturais, grutas, cachoeiras de tirar o fôlego e na observação de aves e de animais. E, ainda, em bons meios de hospedagem, que em nada decepcionam o viajante. Também por isso vale a pena incluir a discreta cidade num roteiro pelos caminhos sertanejos de Goiás.


FÁBIO VENDRAME

Safári à brasileira no Parque das Emas
Patrimônio Natural da Humanidade, área protegida de 1.318 km2 de Cerrado cercada de fazendas em Goiás é um verdadeiro zoológico a céu aberto com 10 mil espécies de plantas, 840 de aves, 160 de mamíferos, 150 de anfíbios e 120 de répteis. Um tesouro de biodiversidade ao alcance dos turistas
Fábio Vendrame/AE
Observador de pássaros no Mirante do Avoador
De cima de uma Kombi, o guia vasculha as redondezas com o binóculo que ganhou de presente de um turista americano. "Ahá, eu sabia!", diz, poucos minutos depois. "Ali está ele", indica, com o dedo em riste, a direção em que chafurda um tamanduá-bandeira, em meio à área alagadiça semelhante a um pântano.
É para lá que seguem os visitantes, enfiando o pé na lama, com água na altura dos joelhos, para tentar flagrar o animal em seu hábitat. Experiência digna dos melhores safáris africanos.
Talvez a mais fiel interpretação de um safári, à moda brasileira tenha lugar no Parque Nacional das Emas, em Goiás. Na reserva reconhecida pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade encontram-se todos os matizes do Cerrado, a paisagem brasileira que mais se assemelha às savanas africanas. Tudo começa nos caminhos que cortam o extremo oeste de Goiás rumo à área protegida, com 1.318 quilômetros quadrados de Cerrado, cercado de fazendas.
Já na estrada avistam-se emas e veados-campeiros alimentando-se de soja e milho nas propriedades particulares, além de aves em profusão - especialmente ao nascer do sol. Quanto mais cedo se chega ao Parque das Emas, mais animais se vêem. A reserva protege um dos ecossistemas mais frágeis do planeta, que, em contrapartida, conserva uma biodiversidade enorme: 10 mil espécies de plantas, 840 de aves, 160 de mamíferos, 150 de anfíbios e 120 de répteis.
O guia Edmar Paes Barbosa, de 47 anos, que trabalha há três anos no Parque das Emas, é capaz de identificar os mais discretos movimentos em meio à vegetação. "Se não fizerem silêncio, fica difícil ver os animais", adverte.
Depois de apreciar o tamanduá - animal quase cego e surdo, mas de olfato extremamente apurado -, o safári deixa o Repouso do Cabeção em direção ao Mirante do Avoador, onde, com sorte, podem-se avistar onças. Não foi o nosso caso, em meia hora de observação. No retorno, uma parada na Lagoa da Capivara, um dos cartões-postais do Parque Nacional.
O local oferece uma privilegiada vista do Rio Formoso, no qual nadam habilmente as cobras sucuris. Edmar pisa seco no freio. Ninguém entende nada. Ele estica a cabeça para fora da janela e abre um sorriso de boca inteira. Havia encontrado pegadas de onça. Todos descem e observam, intrigados. Trata-se, segundo Edmar, de uma onça-parda, que deixara havia pouco o local.
Há apenas 50 exemplares dos maiores felinos brasileiros no Parque Nacional, entre onças-pintadas e pardas. Atualmente está em curso um projeto de estudo das onças, feito pela ONG Pró-Carnívoros. Cientistas têm monitorado o comportamento dos animais e, entre outras descobertas, souberam que um macho matou um filhote. "Dizem que para copular de novo", conta o guia.
As pesquisas são outro aspecto importante no Parque das Emas. Embora ainda sem infra-estrutura para turismo - não há centro de visitantes, tampouco restaurante -, existem núcleos de pesquisa dedicados a diferentes espécies: veado-campeiro, tamanduá-bandeira, serpentes e onças, entre outros. "Já sabemos, por exemplo, que o sistema de aceiro permite sobra de alimentos o ano inteiro", diz o biólogo Alexandre Berndt, de 32 anos. Ele se refere ao projeto Preve Fogo, em que equipes do Ibama promovem queimadas controladas para garantir o ciclo natural das diversas espécies componentes desse intrincado mosaico da vida que somente agora abre oficialmente as portas aos turistas.

 

Plano de manejo em elaboração
Criado em 1961, o Parque Nacional das Emas ainda carece de um plano de manejo para turismo. No entanto, segundo seu diretor, Gabriel Cardoso Borges, o projeto encontra-se em fase de elaboração. "Deverá estar pronto até o fim de 2004", promete. E adianta que as atividades de aventura serão uma das vertentes a serem desenvolvidas. "Queremos ampliar as opções turísticas, com a introdução do bóia-cross no Rio Formoso."
Borges admite que o processo poderá ser "um pouco lento". Até porque, com a verba destinada pela União ao Parque das Emas, cerca de R$ 200 mil por ano, não há muito a se fazer. "Por enquanto, é o suficiente para a manutenção."
Mesmo sem a estrutura adequada, o Parque das Emas recebe em média mil visitantes por ano. Já se sabe que o interesse desse público recai especialmente sobre a observação da vida selvagem, especialmente a observação de pássaros.
Há ainda o fenômeno da bioluminescência, produzido por larvas de vaga-lumes que se alojam nos cupinzeiros - há milhares espalhados na reserva.
A viagem foi oferecida pela FreeWay Adventures.

Serranópolis: um show de adrenalina
Turismo rural na região da cidade goiana inclui impressionantes cachoeiras e sítios arqueológicos. Mas é preciso encarar trilhas íngremes nas caminhadas
Fábio Vendrame/AE
Cachoeira do Rio Corrente, no Recanto da Saudade, tem 37metros de largura e 19 metros de altura

No caminho de volta para casa, guarde fôlego para fechar em grande estilo a viagem pelo sertão goiano. Na região de Serranópolis, rotas independentes, feitas com o auxílio de um guia local, levam a impressionantes cachoeiras e a sítios arqueológicos esquecidos no tempo. Vale a pena. Antes de mais nada, porém, tenha em conta o sacrifício que isso implica. É preciso abrir caminho no peito, encarar trilhas com o mato na altura da cintura, atravessar espinheiros e escalar trechos com corda.

Toda a riqueza natural contida nessas rotas alternativas fica em propriedades particulares. Não há, de fato, terra sem dono. Sendo assim, o abrir e fechar de porteiras passa a integrar o "pacote". O Recanto da Saudade, sítio de dona Vanderci Bertini Honório Oliveira, de 45 anos, dá acesso, por exemplo, a uma grandiosa queda-d'água, com 37 metros de largura e 19 metros de altura.
Por conta do estrondoso volume, que desborda no Rio Corrente, levanta-se uma cortina de água diante dos olhos incrédulos de quem se situa na base da cachoeira. Bem, para chegar lá é preciso descer uma "senhora" ribanceira, perigosamente escorregadia, escorado por uma corda. No fim do trajeto, puro delírio, mas apenas visual: a força da água impede qualquer tentativa de banho. O ingresso, cobrado por dona Vanderci, custa R$ 3 por visitante.
Dali, segue-se para outra cachoeira. Dessa vez, não será preciso descer nem subir por corda, mas atravessar pastos e campos de espinhos para chegar a um mirante de arrepiar. Fica-se praticamente ao lado da enorme queda-d'água, que, na base do "chutômetro", deve ultrapassar os 30 metros de altura. Como ela é bem mais estreita que a anterior - e fica no mesmo rio -, a força da corredeira e a cortina de água produzidas são ainda maiores.

 

Mata ciliar intocada
Dá para perder o fôlego mirando a mata ciliar ao redor do Rio Corrente. Intocada. Agora, muito cuidado: o único ponto de apoio é uma embaúba fixada no limite de um respeitável penhasco. Quem quiser fotografar a cachoeira terá de escorar-se nela. Toda cautela é pouca, porque o chão costuma estar úmido. Tente deixar essa visita para o fim da tarde, quando grupos de tucanos e de araras rasgam o céu. A imagem fica para sempre na memória.
Outro circuito recomendável a quem quer sempre mais - e não se incomoda com carrapatos - cruza as terras de fazendas de gado que ainda resistem em não transformar em pasto o pouco que resta da mata nativa.
Começa numa carreira, um antigo caminho de boi. Atravessa-se um bom trecho com mato alto, por vezes roçando o queixo. Aos poucos, a paisagem muda, a vegetação fecha e até o calor diminui. Três presentes da natureza esperam pelos turistas que encaram essa. Duas grutas e uma empolgante cachoeira, de 50 metros de altura, valem a caminhada. Quem quiser pode se banhar na base da queda-d'água, que desliza por um paredão alaranjado. Já a visita às cavidades areníticas é um capítulo à parte.
As grutas formam o Sítio Arqueológico Diogo Lemes de Lima, antigo dono daquelas bandas. A maior, conhecida como Gruta do Diogo 1, tem 50 metros de abertura e cerca de 40 metros de altura. Em suas paredes, marcas de vandalismo competem com as pinturas rupestres resistentes ao tempo e ao descaso. Muitas das figuras que, segundo uma placa deixada no local, registram a passagem das primeiras ocupações humanas do Planalto Central brasileiro, já desapareceram.
Não dá para avaliar se o que ocorre na Gruta do Diogo 2 é pior. Ali, o gado descobriu um recanto aprazível, protegido do sol. O problema é que, além do estarrecimento causado em quem se depara com bois ali, o pisoteamento de patrimônios naturais da União, a exemplo de grutas e cavernas, infringe a lei. Um caso de polícia.

 

Conheça a fazenda que virou zôo a céu aberto
Reserva Particular de Proteção Natural Pousada das Araras dedica-se ao turismo, mas não abre mão do trabalho conservacionista. Plantas e animais são as maiores atrações do local
Fabio Vendrame/AE
O vôo das araras visto do alto de um torreão
Duas torres naturais levantam-se em meio ao Cerrado do extremo sudoeste goiano e demarcam a área em que está a Reserva Particular de Proteção Natural Pousada das Araras. As formações rochosas se distinguem na paisagem, desde a estrada que liga a acanhada Serranópolis, cidade rural com menos de 6 mil habitantes, ao mundo.
De rara beleza cênica, a reserva natural vive do turismo, sem abrir mão do trabalho conservacionista de importância vital para a biodiversidade do Cerrado, um dos ecossistemas mais frágeis e ameaçados do planeta. Das duas, uma: se houver vaga, a melhor opção é hospedar-se em um de seus dois chalés. Se não, há que se contentar com um dia de exploração, com caminhadas na mata e banho na piscina natural.
Sempre na companhia de um guia, as trilhas interpretativas transformam-se em aulas de biologia a céu aberto. Nativo da região e herdeiro da reserva natural, Maykil Souza Braga Ramos, de 19 anos, acompanha os grupos turísticos e explica, com propriedade, cada detalhe da fauna e da flora locais. Há quatro caminhos abertos no Cerrado. O mais longo tem nível de dificuldade médio e oito quilômetros de extensão, ida e volta.
Precauções para encarar as trilhas
Antes de entrar na trilha, algumas precauções se fazem necessárias. Troque a bermuda por uma calça e prefira calçados resistentes. Apesar de o solo do Cerrado ser essencialmente de origem arenosa, o que o torna macio para caminhadas como uma praia, as subidas e descidas até o cume dos torreões exigem disposição e um solado resistente. A calça vai bem para evitar o contato com a vegetação e os carrapatos.
Diante da primeira formação rochosa, os turistas param e levantam o olhar: no alto, um casal de curicacas nem se incomoda com a movimentação abaixo. Mais à frente, entra-se na fresta aberta na grande rocha que vai dar na Arca de Noé, nome dado a uma pedra em forma de casco de navio presa entre dois paredões. Ali, vive a rara suindara (coruja-branca).
Espécies típicas do cerrado estão em todo o percurso. Uma infinidade de plantas, muitas com nomes e aspectos curiosos, são enumeradas pelo guia, que, de quebra, cita suas propriedades terapêuticas. Angico, barbatimão, boca-boa, coroada, gravatá, indaiá, jatobá, mangaba, maminha-cadela, marmelo, murici, pau-doce, pau-terra, peito-de-moça, pequizeiro, sucupira e unha-de-vaca são apenas alguns dos exemplos Mas o espetáculo maior tem como protagonistas as estridentes araras-vermelhas e araras-canindé (azuis de peito amarelo).
Araras, no topo dos torreões
Para flagrá-las, é preciso alcançar o topo dos torreões no fim da tarde. A subida exige algum esforço, pois o terreno é um aclive irregular. Do alto, a vista recompensa. Alcança os limites da verdejante reserva, em que 175 hectares são reconhecidos como patrimônio natural. Esteja atento: o guia vai identificar as araras numa das muitas árvores, assim, de repente. Há de se estar com a câmera em punho - e se aproximar a passos lentos, em silêncio. Qualquer movimento brusco põe tudo a perder, pois as aves, ariscas, alçam vôo.
Fiéis ao seu par até a morte, as araras andam sempre em casal. Quando um dos dois morre, o outro mantém-se só pelo resto da vida. No máximo, faz amizade com outra dupla. Por isso, não é raro avistar três belas aves escarlates cruzando o céu. Uma delas perdeu o companheiro, embora lhe mantenha fidelidade até o fim.

Uma viagem à pré-história

Fábio Vendrame/AE
Pinturas rupestres no Sítio Arqueológico de Serranópolis: presença humana na região tem mais de 11 mil anos

A simples idéia de estar num lugar que há 11 mil anos registra a presença do ser humano, por si só, já seria capaz de fascinar muita gente. Tê-lo conservado a salvo da ação destrutiva do homem contemporâneo chega a ser um privilégio no Brasil, onde iniciativas assim encontram respaldo em poucas instituições, caso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Na Pousada das Araras, esse trabalho de preservação resulta na sua maior herança, hoje carro-chefe do turismo local.
Toma-se uma trilha com pouco mais de um quilômetro para alcançar o Sítio Arqueológico Manoel Braga. Ali estão reunidas mais de 500 pinturas rupestres, com representações pictóricas antropomórficas, de animais e de figuras geométricas que atiçam a imaginação. Gravadas nas paredes da Gruta das Araras com tinta obtida da mistura de óxido de ferro, óleo de copaíba e gorduras animal e vegetal, as figuras compõem um painel pré-histórico de valor universal.
"Cada um cria sua própria versão diante das pinturas", diz o guia nativo Sandro Marques Gontijo, de 21 anos.
Objeto de estudo desde 1975, a gruta teria servido de abrigo para os homens mais ancestrais do continente, que ali registraram hábitos e, quem sabe, crenças. Impressionam o traçado e os detalhes de uma grande ave estampada numa das paredes. O desenho virou marca registrada da pousada.
Há cerca de 40 sítios arqueológicos na região de Serranópolis. Nenhum, no entanto, nas mesmas condições em que se encontra o das Araras, graças ao trabalho do casal Marcos Ramos da Silva e Ivana Souza Braga Ramos - ela, herdeira direta de Manoel Braga, antigo proprietário das terras, cujo nome batiza a área tombada. "Acredita-se que cerca de 550 gerações indígenas tenham passado por ali, entre as quais os carajás e os bororos", diz Ivana.
Além de promover ações em prol do meio ambiente, o casal comanda há nove anos a pousada, uma das melhores opções de hospedagem da região. Há 18 leitos e dois charmosos chalés, além da área de camping para 80 pessoas.
Fazer reserva é obrigatório. "Por conta do nosso isolamento, precisamos estar preparados para receber as pessoas", explica Silva.
NOSSO GUIA - GOIÁS

Fábio Vendrame/AE
Guia observa a paisagem do Cerrado do teto de uma Kombi
COMO CHEGAR

O trecho São Paulo-Goiânia-São Paulo custa a partir de R$ 696 na Vasp (tel. 5532-3000); a partir de R$ 712 na Gol (tel. 0300-789-2121); e partir de R$ 948 na TAM (tel. 3123- 1000) e Varig (tel. 5091-7000). Para alugar um carro lá, a diária com quilometragem livre e seguro total sai por 114,23 na Hertz e R$ 135 na Localiza.

ONDE FICAR

  • Fazenda Santa Amélia: Rodovia GO-302, km 65, Chapadão do Céu, tel. (0--64) 634- 1380. A diária no chalé custa R$ 120 por casal, com refeições.
  • Hotel Paraná: Av. Indaiá, 616, Chapadão do Céu, tel. (0--64) 634-1227. Duas pessoas por R$ 35, com café da manhã.
  • Rafael Hotel: Av. Indaiá, 697, Chapadão do Céu, tel. (0--64) 634-1247. A partir de R$ 35 para duas pessoas com café da manhã.
  • Hotel Solar das Serras: Rua Gerson Chaves Neto, 1, Serranópolis, tel. (0--64) 668-1762. R$ 37 o casal, com café da manhã.
  • Pousada das Araras: Rodovia GO-184, km70, Serranópolis, tels. (0--64) 668-1054 e (0--64) 9988-8436; site www.pousadadasararas.com. Diária: R$ 200, chalé para 2 pessoas (pensão completa).

    ONDE COMER

  • Restaurante e Hotel o Panelão: Av. Maximiliano Peres, s.nº, Serranópolis, tel. (0--64) 668-1527. Refeição a R$ 7.
  • Churrascaria e Posto Pinheiro: Sidney e Rizadinha: Jardim das Morangas, km 51, Serranópolis, tel. (0--64) 668-1351. Churrasco a R$ 9.
  • Restaurante e Pizzaria Fogão a Lenha: Rua Ingá, s.nº, Chapadão do Céu, tel. (0--64) 634-1826. R$ 7 a refeição.
  • Restaurante Pousada das Emas: Rua Ipê, s.nº, Chapadão do Céu, tel. (0--64) 634-1004. Almoço self-service por R$ 8.

    INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Reserva Particular de Proteção Natural Pousada das Araras - aberta de quarta-feira a domingo, das 8h às 17h. Entrada a R$ 10 por pessoa.
  • Guias: em Serranópolis, quem quiser contar com os serviços de guia local deve entrar em contato com Odizon Barbosa Ferreira pelo tel. (0--64) 9606-7522. A diária custa R$ 40 por grupo. O telefone da Associação da Guias de Chapadão do Céu é (0--64) 634-1119.
  • Parque Nacional das Emas: acesso pela Rodovia GO-341. Aberto todos os dias, das 7h às 17h. Ingressos a R$ 3 por pessoa. Informações pelo tel. (0--64) 634-1704.

    PACOTE

  • FreeWay: No programa oferecido pela FreeWay (tel. 5088-0999; www.freeway.tur.br) estão incluídos a passagem aérea, os traslados, duas noites de hospedagem em Goiânia, duas em Serranópolis e duas em Chapadão do Céu, além de café da manhã, 4 jantares, 4 almoços, 1 kit lanche para trilha, passeios, entradas para as atrações, acompanhamento de guia e seguro-viagem. Preço: R$ 1.870 por pessoa. Saídas aos sábados.

 

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