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Goiânia,
[ terça-feira ] 20 de agosto de 2002.
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Alberto Rodrigues: um
idealista
Cidade de gente
ilustre
“Chapadão dos Sonhos: terra plana,
cerrado, mato e campo era tudo o que havia...”. A
frase extraída do documento histórico da escritora
Lita Chastan sobre Goiás, O Chapadão do Céu, na
Trilha dos Caiapós II, é a ponta de lança para se
comprender o passado de uma geração de
empreendedores. O idealista Alberto Rodrigues
da Cunha era filho de Osvaldo Rodrigues da Cunha e
Amélia Garcia de Freitas, da tradicional família
Garcia Leal, de Santana do Paranaíba (MS). Estes
foram fundadores de várias cidades no eixo
Minas-Goiás-Mato Grosso. Pai de nove filhos: José
Roberto, Paulo, Marcos, Maria Amélia, Marta,
Márcia, Alberto Júnior, Nadir e Ronan, Alberto,
ainda na década de 50, veio cuidar de suas posses
na região. Tudo parecia um desafio. A
distância que separava a cidade de Andradina-SP
até onde hoje é atual município de Chapadão do Céu
parecia não intimar o fundador. Trabalhando entre
as duas regiões, ele buscava recursos em São Paulo
para dar continuidade ao trabalho na fazenda.
Alberto, juntamente com a esposa, Nadir Garcia,
não temiam as longas viagens. Marta, a filha
arquiteta que planejou Chapadão, lembra alguns
momentos : “Meu pai começou abrindo estradas. Ele
trazia os animais de caminhão. Era um dos
primeiros veículos que passaram nestas terras.”
Marta é formada em Arquitetura e Urbanismo pela
Universidade de Mackenzie-SP, com mestrado na
França. Através do seu trabalho, ela escolheu o
traçado arquitetônico que hoje figura nas ruas e
nos prédios de Chapadão do Céu. “Ainda era
recém-formada quando pensei no projeto do
município. Queria uma cidade economicamente ativa,
uma cidade agrícola, onde tivesse espaço nas ruas
para passagem livre de carretas e colheitadeiras”,
disse. Marta Garcia relembra que o pai era um
workaholic. “Ele gostava de ficar comendo junto
com os peões na fazenda. Passava dias acampado,
abrindo estradas”, diz. Ela conta que o trabalho
desenvolvido na região era, a princípio, movido
pela pecuária extensiva. Marta relembra que as
propriedades rurais em épocas remotas não eram tão
valorizadas quanto hoje. De acordo com ela, as
primeiras terras adquiridas pela família em
Chapadão foram trocadas por três touros.
Lutando pela emancipação já em 1984, a cidade
tinha um só posto de gasolina, cujo proprietário
era Alberto. O primeiro armazém graneleiro da
região pertencia a Roberto Rodrigues da Cunha,
outro filho empreendedor. Alberto, morador da
Fazenda Santa Amélia, esteve a frente da
emancipação da cidade em agosto de 1982, e foi
vitorioso. |
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Uma história
cheia de luta
Nadir Garcia Cunha, viúva de Alberto
Rodrigues, é uma mulher que não se cansa de
trabalhar. Educou os 9 filhos que mesmo depois de
crescidos acabavam sempre muito próximos. Com
tantos meninos por perto, Nadir pode ser
considerada uma heroína. Trabalhando na fazenda e
carregando os filhos nas longas viagens que fazia
de São Paulo à Chapadão do Céu ela sonhava com o
futuro. " Quando cheguei não tinha nada aqui. Era
só Sertão e cerrado onde se criava o gado", conta.
Ela lembra que conheceu o esposo na Fazenda
Formoso, no município de Chapadâo. Vivendo entre
Andradina e sua propriedade rural, Nadir Garcia
passava alguns sufocos. " Às vezes nós chegávamos
a abrir umas 50 porteiras para chegar até a
fazenda ",lembra ela, o esforço para trabalhar as
terrras em Chapadão do Céu. De caminhão, jeep ou
Pick -Up a família se aventurava entre as densas
matas de cerrado passando em estradas cercadas por
arame farpado e colchetes. O Sonho: E o tempo
aprumava os negócios. Aos poucos as terras íam
sendo povoadas. Alberto, dentre outros imigrantes
alemães e italianos que chagavam, também ajudaram
a construir um futuro de prosperidade e
fertilidade em Chapadão do Ceú. Alberto sempre
presente na memória do Município dizia que pela
manhã, olhando o povoado, de longe, a impressão
que se dava era de que o loteamento estava
suspenso sobre a miragem de um grande lago. " ...
e parece flutuar no céu; a luminosidade e a beleza
da região suregem o nome: Chapadão do Céu": Assim
deixou registrado estas palavras, o fundador que
ficou conhecido em 1984 pela rede Globo, com o
título de reportagem para o Programa Globo Rural:
" Uma Família constrói uma cidade no sertão de
Goiás". E a missão continua nas terras do extremo
Sudoeste.
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Mais pessoas da
cidade que se destacaram em seu trabalho |
Filogônio Garcia foi um dos
pioneiros em Chapadão do Céu. Deixou como marco de
vida a criação do Parque Nacional das Emas. |
Joênio Alves de Araújo foi
Vereador em Aporé, antes da emancipação do
município, Vereador e primeiro presidente da
Câmara, Vice-prefeito e Prefeito. Hoje trabalha
como Secretário de Planejamento e Desenvolvimento
Econômico. |
Pedro Rodrigues Guerini foi
candidato único eleito em 1998/1999. Muito popular
na cidade ficou conhecido pela forte militância e
carisma com o povo. |
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