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Goiânia, 17 de dezembro de 2003

17/12/2003
Economia
Desenvolvimento econômico e social

Junto ao Produto interno Bruto também foi apresentado o relatório dos índices de Desenvolvimento Econômico (IDE) e Social (IDS) do Estado. O estudo aponta que Chapadão do Céu, Rio Quente e Montividiu são os municípios com melhores IDE do Estado.

O estudo leva em conta dados sobre infra-estrutura, qualificação de mão-de-obra e renda per capita de cada município. Já em relação ao IDS, Goiânia aparece em primeira colocação, seguida por Rio Quente e Itumbiara. Na questão social são analisados os setores de saúde, educação, oferta de serviços básicos e renda dos trabalhadores formais.

Os municípios que apresentaram índices econômicos mais baixos foram Guarinos e Mambaí. Já relacionados ao IDS, Vila Propício e Guarinos são os municípios goianos com os menores índices.
 

17/12/2003
Economia
PIB
Riqueza concentrada

Pablo Santos

Apenas 20 municípios são responsáveis por 64,21% do PIB do Estado

Vinte municípios foram responsáveis por 64,21% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado em 2000, sendo que, do total, 28,95% foram riquezas produzidas em Goiânia. Os dados foram divulgados ontem na publicação sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios feita pela Secretaria do Planejamento. Já no ranking do PIB per capita, a cidade que apresentou melhores números foi Chapadão do Céu, com um produto de R$ 28.698 por habitante no ano.

A publicação faz parte da Série Indicadores Municipais, da qual é parte integrante outro estudo sobre os índices de desenvolvimento econômico e social, também divulgado ontem pela Secretaria do Planejamento (Seplan). Para a superintendente de Estatística, Pesquisa e Informação da Seplan, Lillian Maria Silva Prado, com os estudos será possível refletir sobre a estrutura produtiva dos municípios e mostrar aos gestores a dinâmica destes. Ela ressalta que esta primeira edição apresenta uma defasagem de três anos, já que tratam-se de dados de 2000, mas, por se tratar de um estudo feito junto ao IBGE, o ano de análise é o mesmo de Estados que aplicam o mesmo método de pesquisa, entre eles São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. A intenção é de que no próximo ano sejam divulgados os dados de 2001 a 2002, diminuindo a defasagem, explica Lillian.

A Capital, em 2000, foi responsável por R$ 6,271 bilhões dos R$ 21,66 bilhões em riquezas produzidas pelo Estado, seguida de Anápolis, com R$ 1,308 bilhão, reponsável por 6,04% do PIB goiano. Na terceira colocação aparece Rio Verde, com um volume de produção em torno de R$ 773 milhões, ou 3,57% do PIB estadual. Com o ranking é possível comprovar que acúmulo de riquezas do Estado está restrito a poucos municípios, já que, dos 242 existentes em Goiás, 20 são responsáveis por 64,21% do PIB.

O estudo destaca ainda o crescimento do setor agropecuário na produção de riquezas, principalmente devido a produtos com grande destaque nas exportações, como soja, carne, milho, algodão, trigo e tomate. O setor é responsável por 17,19% das riquezas produzidas em Goiás, com destaque para as cidades de Rio Verde, Jataí e Cristalina. Apesar do crescimento da agricultura, o maior setor em PIB é o de serviços, responsável por 50,32% das riquezas goianas naquele ano, e principal atividade econômica em 122 municípios goianos, sendo que as cidades que mais produzem neste setor são Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Rio Verde. A indústria representou a produção de 32,49% da produção goiana, com destaque para Goiânia, Anápolis, Catalão e Itumbiara.

Com o estudo foi possível fazer ainda um mapeamento da produção de divisas por regiões do Estado. A diferença entre as riquezas da região melhor situada e a última do ranking é alarmante. Enquanto a região metropolitana de Goiânia foi responsável por R$ 7,874 bilhões em 2000, o nordeste goiano não gerou mais que R$ 299 milhões.

Em relação aos municípios com menores PIBs do Estado, Anhanguera apresentou a menor produção de riquezas de Goiás, com apenas R$ 2,3 milhões. Teresina de Goiás e Buritinópolis produziram, respectivamente, o segundo e o terceiro menores PIBs, com R$ 4,5 milhões e R$ 4,7 milhões em 2000.

Quando se trata da média de riqueza por habitantes, Goiânia salta para a 38ª posição. A renda per capita mais alta em 2000 foi a de Chapadão do Céu, com R$ 28.698. A superintendente Lillian Maria Silva Prado ressalta que o motivo de estes municípios apresentarem valores altos é devido à sua baixa população.

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