A
cadeia algodão/têxtil tem se tornado cada vez mais
relevante para a economia do Estado de Goiás. A produção
de algodão no Estado possui significativa importância,
principalmente pelo fato de não ser uma atividade
isolada, e sim um sistema de produção que atinge a
economia do Estado como um todo.
Goiás é o segundo maior produtor de algodão no
Brasil. Possui área plantada de 98 mil hectares, e na
safra de 2000/2001 teve produção de 98,8 mil
toneladas de plumas. As condições do clima tropical,
com chuvas perenes, temperaturas amenas, luminosidade
uniforme e o uso de modernas técnicas fazem com que o
desenvolvimento do cultivo seja rápido, colocando o
Estado em posição de destaque no cenário nacional.
No cerrado brasileiro, a cultura do algodão contribui
com 600,3 mil hectares do total de área cultivada,
produzindo o correspondente a 81,8% da produção
nacional de pluma. Além de apresentar um crescimento
de 25,9% na safra 2000/ 2001 e evolução contínua
nos últimos quatro anos. É nele que se encontra o
modelo de cotonicultura consolidado no País.
O cerrado goiano proporciona a produção de algodão
de alta qualidade, em lavouras com a mais avançada
tecnologia, resultando na segunda maior produção do
País, com cerca de 993 kg/ha de algodão em pluma. No
Estado, essa produção fica localizada principalmente
nas regiões de Acreúna, Santa Helena, Itumbiara, Edéia,
Goiatuba, Paraúna, Mineiros, Chapadão do Céu,
Jussara, Cristalina, Luziânia e Rio Verde, e ocupa
uma área em torno de 100.000 hectares.
O crescimento do setor produtivo de algodão em Goiás
se firmou a partir de 1998, com a realização de um
trabalho ordenado de estudo do cultivo, para adapta-lo
às condições do Estado. Esse trabalho foi realizado
pelas instituições de pesquisa juntamente com as
universidades e os produtores de Goiás. Em 1999, a
cotonicultura goiana entrou em uma fase de evolução
acelerada, através da interação governo/produtor/
consumidor. Essa evolução acelerada visou aumentar
as áreas plantadas, melhorar a qualidade dos
produtos, valorizando-os, e buscar melhorias tecnológicas
para a produção.
Com a finalidade de se desenvolver a cadeia algodão/têxtil
em Goiás, estão sendo implantados novos conceitos de
produção, gestão de qualidade e gestão
profissional do processo produtivo. O processo de
beneficiamento do algodão vem sendo efetuado, na sua
grande maioria, por algodoeiras pertencentes aos próprios
produtores, que também comercializam as fibras do
caroço junto à indústria têxtil ou de óleo. Esse
processo tem permitido agregar mais valor ao produto
e, conseqüentemente, tem aumentado a rentabilidade da
atividade agrícola e a renda do produtor.
No Estado encontram-se instaladas atualmente 36 indústrias
de beneficiamento, com capacidade operacional quase três
vezes superior à produção. A instalação do HVI
– equipamento de última geração que afere o padrão
da fibra – insere tecnologia na classificação.
Existem no Estado excelentes programas de pesquisa
voltados para melhoramento genético, melhoramento do
manejo e da adubação dos solos, combate às pragas
do algodão e ainda ao auxílio às famílias rurais.
Os recursos aplicados pelo Fialgo (Fundo de Incentivo
à Cultura de Algodão de Goiás) possibilitam também
que as entidades de pesquisa, como a Fundação de
Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário de
Goiás, a Embrapa, a Agenciarural, a Secretaria de Ciência
e Tecnologia, a UFG e outras, executem programas de
estudo e desenvolvimento para geração e difusão de
tecnologias para a área. |