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Cidade goiana entre as 100
melhores do País

São Paulo (AE)
– O avanço dos índices de desenvolvimento humano municipais (IDH-M)
não mostrou uma redução geral nas desigualdades. Se o Brasil
avançar na mesma velocidade média que ocorreu entre 1991 e 2000,
os 2 mil últimos municípios da lista, ou seja, mais de um terço
das cidades brasileiros, levariam pelo menos 40 anos para ser uma
São Caetano, a primeira do ranking, no ABC Paulista. A
desigualdade entre as regiões do País é gritante. Das 50
localidades com IDH-M mais alto, 49 estão localizadas nas regiões
Sul e Sudeste - a outra é Fernando de Noronha, que vive do
turismo de alto nível.
O arquipélago é o único representante do Nordeste também entre
as 100 melhores, que tem apenas outras três cidades fora do Sul e
Sudeste: a capital federal, Brasília, Campos de Júlio, no Mato
Grosso, e Chapadão do Céu,
em Goiás. Estas duas, com rica atividade agrícola. "É o
mapa do progresso e o retrato da desigualdade", definiu o
assessor para desenvolvimento sustentável da ONU, José Carlos
Libânio. São Caetano, a primeira no ranking, tem IDH de 0,919 -
se fosse um país, estaria na 19.ª posição, hoje ocupada pela
Nova Zelândia, entre 173 nações, deixando para trás europeus
como Itália e Espanha e asiáticos.
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